quinta-feira, 29 de abril de 2010

viver a vida

Novela. Acho que qualquer brasileiro da atualidade já assistiu a uma novela. Eu assisti a muitas quando criança, adolescente e na fase adulta poucas. Mas mesmo sem assistir religiosamente, novela é assunto em revistas, em rodas de conversa, nos sites. Resumindo não dá pra não saber o que acontece nas principais novelas do Brasil a menos que nos tranquemos em um confinamento, sem direito a mídia de qualquet tipo.
Nesses dias em que estou em casa, mudando de canal, vez ou outra assisto Viver a Vida novela principal da Globo.
O que me chamou a atenção para ver alguns capítulos da novela é o fato de a protagonista ser uma mulher negra pela primeira vez no país.
Helena é o nome que o aclamado autor de novelas Manoel Carlos dá às suas personagens. Uma Helena negra.
Mas a sequência de fatos escritas pelo autor roubaram o protagonismo da personagem de Thais Araújo: Helena foi responsável pela tetraplegia de Luciana, casou - se com o pai de Luciana, ainda amado por Teresa, era poderosa modelo, mas demonstrou ser frágil, havia praticado um aborto no passado em nome da carreira, deixou a carreira pelo amor de Marcos e em troca foi humilhada, tinha medo das ameaças de uma criança.
Não. Uma negra não poderia ser Helena? Por que não a chamou de Jurema, de Maria, de Raimunda. Mulheres brasileiras que lutam, trabalham.
Manoel Carlos colocou sua protagonista negra na estante. E abriu espaço para Luciana, uma menina mimada que queria ser modelo, que tinha tudo na vida beleza, grana, família perfeita, namorado. Luciana, interpretada por Aline Moraes tornou - se a protagonista da novela, após sofrer o acidente e de ter que superá - lo. Era má e preconceituosa e tornou - se boazinha.
Não foi dessa vez que uma negra foi a protagonista de uma novela no Brasil, da Globo, do Manoel Carlos.

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